Os Ídus de Março

César nom dormira garuto a noite do 14 ao 15 de Março de 44 a.C. Assim que decidiu ficar na cama e nom ir ao Senado. Claro, isto contrariou os que pensavam matá-lo. “Tu o que tens é muita maula”, insistiram. O general sentiu-se ferido no seu orgulho e dirigiu-se à cúria de Pompeio, que era onde se reunia o Senado aquele dia.
Nada mais chegar, um homem entregou-lhe sigilosamente um rolo de papiro que explicava o complote. Mas César pensou que seria um dos muitos interesseiros que lhe pediam favores cada vez que se deixava ver em público. Aceitou o rolo com um sorriso forçado e colocou-o debaixo do braço esquerdo, com tantos outros que levava.
Foi entom quando viu o arúspice Spurinna. Falou-lhe com retranca:
- Oi, Spurinna, lembras o que me contaras sobre os Ídus de Março? Já chegou o dia.
E Spurinna respondeu:
- Levas razom, César: o dia já chegou; mas nom acabou ainda.
César foi remoendo esta resposta entanto entrava no Senado. Lá estavam os senadores a aguardar por ele. Os conspirantes enfiaram-lhe as facas, um detrás do outro. Deste jeito, nenhum o matou, porque o mataram todos.
Quando César viu o Bruto dirigir-se a ele com a faca em riste, perguntou-lhe:
- E logo tu também andas nesta alhada, meu filho?
Isto último seique lho dixo em grego, que era o que falavam na casa.




