Onomástica brasileira

March 31, 2005

Antônio Morrendo das Dores, Vitor Hugo Tocagaita, Cafiaspirina Cruz, Esparadrapo Clemente de Sá, Rolando Caio da Rocha, Maria-você-me-mata, Vivelinda Cabrita, Sebastião Salgado Doce, e…

os irmãos: Epílogo, Verso, Estrofe, Poesia e Pessoína Campos;
os irmãos: Xerox, Autenticada e Fotocópia;
os irmãos: Cedilha, Vírgula, Cifra e Ponto;
as irmãs: Defuntina e Finadina;
os irmãos: Rebostiana e Euscolástico;
os irmãos: Zamizá, Zamizé, Zamizi, Zamizó e Zamizu.

Mais? Audifax, Chikakó, Devercilírio, Farmácio, Fordência, Gravitolina, Izione, Matozóide, Obedemigo, Ocricócrides, Omenzinha, Pelumendia, Presolpina, Rocambole, Sudene.

E o meu favorito: Marciano Verdinho das Antenas Longas.

Todos eles som nomes reais, registrados em cartórios brasileiros e levados com infinito humor e paciência por pessoas de carne e osso. A lista completa está aqui.

Calzados Joselvi

N’A Regueifa inteiro-me de que o Foro Español de la Familia promove uma iniciativa legislativa popular para impedir o casamento entre homossexuais e a adopçom fora do matrimónio. A campanha conta com uma web chamada No es igual (admitem portanto que a situaçom actual é discriminatória?) e nela referem os pontos fixos acreditados para a recolha de assinaturas. Na Galiza só tenhem este:

Calzados Joselvi
Travessia de Vigo, 96. Vigo

Evidentemente, eles tenhem todo o direito a recolher assinaturas, como nós temos todo o direito de ir comprar as chinelas à sapataria da esquina ;)

Zurück zur Natur

déjeuner 2.0

Ou Regresso à natureza. O Déjeuner sur l’herbe (1863) de Édouard Manet revisitado por Klaus Staeck em 1985. Na Galiza estamos longe da Alemanha em termos de consciência ecológica, mas uma outra política ambiental é possível, como afirmam cinco catedráticos das Universidades galegas neste manifesto publicado nas revistas Cerna e Quercus e no Canal Verde de Vieiros. La Voz de Galicia censurou-lhe-lo.

Ingénuo ou incompetente?

March 30, 2005

naïve

Alvíssaras, temos um problema menos graças às rezas do conselheiro Barreiro. Como D*** nos benceu com as águas de Março, as sete principais cidades galegas tenhem garantida a subministraçom de água durante o próximo meio ano. Uma gestom racional dos recursos hídricos nom entra nos seus planos.

Belicália

dólares belicosos

A feira da guerra. Uma excelente reportagem de Jon Sistiaga emitida hoje nas notícias de Telecinco. E também na sua web. No entanto, em Compostela reúnem-se os gurus da paz, presididos por Fraga Iribarne no seu novo papel de abuelito bueno.

Peace the f*ck out

March 29, 2005

o blog do zezinho!!!

Maná, maná!!! O nosso Zezinho já tem blog!!! E copiou-me a template, olha quê simpático!!! ;)

D*** nos livre das religiões

Adianto-me ao Boss no comentário desta notícia de El Mundo:

Un tribunal de EEUU rechaza una condena a muerte porque el jurado popular basó su decisión en la Biblia

Os mesmos que pretendem levar a democracia aos países árabes tenhem em casa os germes de uma teocracia, baseada num código muito pior que o Corám. Explico-me: na cultura islámica, a Sunna (tradiçom, costume) é a segunda fonte de lei revelada, e está plenamente incorporada à shari’a, o “ordenamento jurídico” dos sunitas (o 90% dos muçulmanos). Também para os xiítas é uma fonte normativa de grande valor. O facto é que no Islam os textos sagrados cumprem também a funçom de textos legais.

Na cultura jurídica ocidental (seja continental ou de common law), o Direito nom emana de D***, mas do Povo, depositário da soberania. Uma mistificaçom por outra, fico com a segunda, que deu lugar a normas de convivência tam excelentes como a própria Constituiçom de Virgínia. O problema é quando, em contextos de forte presença religiosa, como deve ser o caso do Colorado, chega a confundir-se a lei humana com a lei divina. E nisto a nossa palavra de D*** é perigosa: se o Corám é um conjunto de preceitos claros e concisos, a Bíblia é sobretudo uma colecçom de contos e poemas que recolhem a tradiçom judaica. O seu valor jurídico real aplicado ao dia de hoje é equivalente ao da Odisseia dos gregos ou o Popol Vuh dos maias.

Mas bom, essas cousas só acontecem nos EUA. Aqui, onde os cargos públicos tomam posse diante duma Bíblia e uma cruz, somos europeus e muito avançados…

Dieu et mon droit

March 28, 2005

Setenil de las Bodegas
(Enric Madrenas, gràcies)

Setenil de las Bodegas é um bonito pueblo blanco de Cádiz (Andaluzia) cuja câmara municipal baptizou a rua de foto fazendo uma autêntica profissom de fe. Isto lembrou-me a visita protocolária que vários representantes da VA-CA e o MRAN (p) fizeram ao pueblo llanito com ocasiom dos actos de comemoraçom do terceiro centenário da incorporaçom de Gibraltar ao Império Británico. Foi um fraternal acto de solidariedade intercolonial.

Cada um trata do que mata

March 27, 2005

Eu falo galego, o que passa é que nom tenho vocabulário. Meus pais falavam entre eles em galego, pero conmigo hablaban en castellano y yo les doy las gracias, porque así pude trabajar en la radio, cuando no dejaban tener acento a los locutores. Sería una tristeza no poder ir al Rocío, ni a la Feria de Abril porque no pudieras entenderte en castellano. Yo, cuando estudiaba, elegí francés y tuve serios problemas para entenderme con el resto de la humanidad, que habla inglés.

José Manuel Parada, entrevistado na contracapa de El Progreso, 27 Março 2005. Tenho o bom gosto de nom vos transcrever o excerto em que fala do tanga de Marujita Díaz.

Operaçom Via Crucis

March 26, 2005

s. martinho

My Nokia strikes again. A foto foi tirada esta tarde em Sam Martinho de Mondonhedo, freguesia focega onde radica “la catedral más antigua de España”, segundo os indicadores da estrada. Tenho para mim que nem é catedral, nem é a mais antiga, nem… cof, cof, cof. O caso é que este ano aproveitaram um sinal de stop para chantar esta estaçom do Via Crucis. Sirva como metáfora da Operaçom Retorno destas férias de Páscoa. Andai a modo e feliz volta aos vossos alienantes trabalhos ou estudos.

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