That’s all, folks!

Culminada com éxito a Operaçom Champu, a vaca profana volta ao rego. Espero-vos na casa.
Obrigado e beijos,
Subcomediante H

Culminada com éxito a Operaçom Champu, a vaca profana volta ao rego. Espero-vos na casa.
Obrigado e beijos,
Subcomediante H

Um dos motivos para fazer este blog é que durante um tempinho a página da VA-CA nom vai ser actualizada. Nom deveria contar nada, mas o certo é que está ingressada numa clínica veterinária, onde vai ser submetida a um revolucionário tratamento de afiado de cornos. Em breve nos seus ecráns.

Fiquei sem palavras para descrever o conteúdo desta ligaçom.

O brilhante opinador Manuel Molares do Val explica hoje em El Correo Gallego como nos devemos comportar se queremos fazer amiguinh*s durante as nossas viagens polo estrangeiro. Eu tenho de ir à França dentro de quinze dias, assim que já estou praticando a media verónica.

A informaçom mais destacada d’A Nosa Terra no seu número da semana passada (nº 1169) é uma (publi)reportagem dedicada ao milagre económico da empresa galega FADESA, uma das grandes do sector imobiliário. O semanário dito nacionalista e de esquerdas esforça-se em apresentar o fundador da empresa, Manuel Jove, como um self-made-man enxebre, que ainda nom esqueceu a gúbia de carpinteiro apesar de ter entrado no Gotha dos mais ricos do mundo.
A Nosa Terra esquece que o milagre de FADESA está directamente baseado nas práticas especulativas, na segregaçom social e na deterioraçom da qualidade de vida das pessoas. No nosso país, o preço astronómico da vivenda anula os moderados incrementos salariais. As hipotecas amortizáveis em trinta anos aparecem como uma pura quimera quando a temporalidade na contrataçom se converteu em norma. E o aluguer tampouco parece uma boa alternativa, dado que as rendas aumentaram cerca de um 150% desde 1989. Quem decide comprar tem de fazê-lo longe do centro das cidades, com os conseguintes problemas de transporte, caos circulatório e poluiçom. E os “modélicos” condomínios residenciais de chalés geminados das periferias de Santiago, Crunha, Vigo ou Ferrol conduzem a uma homogeneidade social no seu interior baseada exclusivamente no parámetro do nível de renda exigível para aceder a eles. Mas nada disto parece importar ao hebdomadário. Será que, como dizia Castelao, “A Nossa Terra nom é nossa, rapazes”?

O 8 de abril celebra-se o Dia Internacional do Povo Cigano, na honra e a lembrança das vítimas rom do holocausto nazi na segunda guerra mundial e, em geral, das vítimas deste povo originário da Índia ao longo do seu processo migratório. A data comemora o primeiro Congresso Cigano Internacional, realizado em Londres o 8 de Abril de 1971, onde se estabeleceram a bandeira e o hino dos romanis. Eu estou celebrando-o com um CD (rom, of course) do Django Reinhardt.

Birkin & Gainsbourg
Gainsbourg era o máximo. Nom só era capaz de cantar a duo com a sua filha Charlotte uma cançom dedicada ao incesto. Descendente de judeus russos emigrados à França na época dos pogromos, permitia-se dizer cousas como esta:
O judaísmo nom é uma religiom. Nenhuma religiom te pode obrigar a levar um nariz assim.

Vindo da favela, território de exaltado instinto de supervivência, o suicídio é uma ideia bizarra. Por isso presta tanto a versom que Seu Jorge fai de Chatterton, do meu idolatrado Serge Gainsbourg:
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu, não vou nada bem
No seu último disco, Cru. Pode ouvir-se aqui.

(Adrià Pujol, gràcies
)
Os meios de comunicaçom continuam com o seu monotema e agora informam-nos de que no cónclave «quem entra papa sai cardeal». E é que na ICAR as hierarquias mandam, como se pode observar nesta foto das casas de banho da catedral de San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, México. Se a «Igreja progressista» é assim, imaginai-vos como será a conservadora.

Como já adiantou O Quilombo, a sucessom do Rainier apresenta-se bem mais interessante que a sucessom do Karol. Vejam este depoimento do príncipe herdeiro (na foto com duas drag-queens no Festival Gay Are de Suécia):
Nom creio que seja possível modernizar as monarquias. Mas está bem passá-las por Freud e Foucault.
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